terça-feira, 10 de novembro de 2009
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
NOITE
Da costela de Adão, fez- se Eva, a abelha- rainha, do princípio dos tempos. E dos caminhos do seu corpo de fêmea fez brotar os indícios de pecado dito original. Dama das licenciosidades e dos seios regado ao sabor de maçã: eis ela, Eva!
Não muito tardou e ela foi expulsa do paraíso! Para esconder suas vergonhas e calar o prazer dos homens...
Tempos depois, desabotoada de pano e nua de alma, inspira pintores,homens, meninos, poetas, e todo o paraíso é o filho prodígio a bondoso que a casa torna!
Fernando, esteja certo que a tua arte é sim, um filho pródigio!sinta-se a vontade para fazer do INTIMIADE a tua morada!
Noite
Guarde estes versos
Como se fossem estes versos a intimidade minha
Disfarço, mas com eles me deito
Porque me trouxe você à poesia
Perco-me cem vezes
E por outras mil vezes fujo
Pra um lugar longe, bem longe
Atrás do silêncio mais profundo
Então, desabo
Reconheço-me pobre, tão frágil
No escuro escapo-me em tréguas
Rogo-me salvo do acaso
Depois adormeço, adormeço
Não sei se por dor, ou cansaço...
São Paulo 30 Outubro 2009.
Ao Som De Nana Caymmi – Resposta Ao Tempo
Postado por Tâmara às 11:45 12 comentários
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
.de dentro
Postado por Tâmara às 10:30 20 comentários
sábado, 10 de outubro de 2009
.entre o mel e o fel.
Postado por Tâmara às 13:24 20 comentários
terça-feira, 6 de outubro de 2009
silêncio..
Depois de tantas palavras juradas, de tantos gritos preso na garganta e tantas promessas esquecidas, estamos em silêncio, embora só tenha percebido isso agora que você se levantou para pegar mais uma garrafa de vinho.
Estamos em silêncio. Escuto os teus passos voltando com teu cheiro e com um pouco de você que eu tinha deixado em algum lugar do passado.
Não aquele silêncio constrangedor do carro, quando o reencontro sufoca mil palavras que podiam ser ditas e que mesmo mudas pelo tempo continuam ecoando em nós.
Não aquele silêncio do meu coração com medo, quando eu acordava suada no meio da noite e você costumava enxugar meus temores na proteção dos beijos que sua presença me dava.
Não o silencio provocado por nossas brigas, quando eu implicava com teu Rock e você bombardeava meu Jazz e passávamos o resto do dia sem trocar uma palavra. Mas, daí já era noite e os nossos corpos nos traiam e decidiam fazer as pazes por nós.
Não o silêncio que vinha depois do amor que fazíamos no chão da sala, quando a gente entendia que o amor só é possível quando há esperança.
Não aquele silêncio depois do sexo, quando você parava no meio de mim e no ponto exato, subia a mão pela minha coxa, lambia meu pescoço e dizia no meu ouvido: Menina, amar é perigoso!.
Não aquele silêncio da solidão, quando eu dizia que só os sábios são capazes de entender que certos amores não passam de pura tolice. E de fato, tolo é quem pensa que entende o amor.
Agora, é o silêncio que fala. Um silêncio que diz que não precisamos mais ficar explicando coisinhas miúdas, das quais não entenderemos nunca.
O vinho, uma caricia, um lugar proibido e o silêncio.
A segunda garrafa de vinho esta pela metade .
Postado por Tâmara às 11:00 12 comentários
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
é assim...
Postado por Tâmara às 07:43 14 comentários
nas horas do tempo...
Acredito que envelhecer tenha seu glamour. Quando eu era criança, morria de vontade de ser gente grande. Meu primeiro beijo foi aos 12, mas menti e falei que tinha 14. Sempre gostei daquele ar de experiência, daquele jeito de quem já viveu muito. Se bem que percebo mais isso nos homens.
A primeira vez que tingi os cabelos devia ter uns 17. Toda aquela tinta refletia na minha alma, no meu comportamento, nas minhas atitudes e no meu jeito de entender como a vida funcionava. Eles sustentavam as minhas escolhas e as minhas decisões. Já tive cabelo marrom, castanho e agora eles estão pretos. Nunca tive cabelo branco.
Aos 20 comecei a sentir dores de cabeça. Nunca fui de ficar doente sempre tive uma saúde de ferro. Fui ao medico e ele pediu pra que eu fizesse uma visita ao oftalmologista. Não deu outra!... 15 dias depois estava usando óculos. Eu achava estranho, achava triste. Mas, ficar sem eles me deixava mais triste ainda.
Estou satisfeita com meu corpo e minha pele, ainda não fiz plástica... Mas se precisar, farei. É bom aparar tudo o que sobra, todos os excessos. Vou jogar fora tudo o que não presta. Mas, com cuidado. Acredito que quem muito busca a perfeição pode chegar à distorção.
Tenho prazer em dizer que farei parte da geração “velhinhas tatuadas”.....Todas as minhas verdades estão impressas em mim. Nunca tive medo de envelhecer. Meu medo da velhice não é pessoal, é social. Vejo muito desamparo e injustiça com idosos.
Vejo muita gente nova por ai sofrendo de artrite por puro comodismo. Acho isso feio...
Todo dia depois do banho eu rezo e passo creme na alma pra manter o bom humor... Peço a Deus firmeza pra minhas escolhas. Elasticidade tanto pros meus passos como pra minha pele. Harmonia pra minha família, pro meu corpo e pra minha mente.
É charmoso envelhecer!
Postado por Tâmara às 07:20
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
..

" o meigo sono, o sono que desata a emaranhada teia dos cuidados, que é o sepulcro da vida cotidiana, banho das lides dolorosas, bálsamo dos coraçãos feridos, a outra forma da grande natureza, o mais possante pábulo do banquete da existência."
Postado por Tâmara às 13:49 14 comentários







